quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Gavião cai no Caldeirão e apanha do Furacão



Atlético x Corinthians, como sempre, um grande jogo recheado de emoções do princípio ao fim.


O Furacão começou muito bem, tocando a bola e mantendo a calma, tentando encontrar uma brecha no sistema defensivo corinthiano que também se precavia para não ser surpreendido por uma chegada “mortal” do ataque Atleticano.


Os ótimos lances do primeiro tempo e um certo domínio rubro negro, davam a impressão que o gol seria questão de tempo, mas o Corinthians demonstrava que poderia surpreender a qualquer momento.


As ótimas defesas de Cássio e Santos, mantiveram o placar fechado.


Destaque para Santos que logo fez a torcida “esquecer” Weverton momentaneamente, a segurança do goleiro, passava um certo ar de tranquilidade aos Atleticanos.


O segundo tempo começou com a impressão de que o Furacão deslancharia, mas não foi bem isso que vimos. O Corinthians voltou melhor armado, melhor postado em campo, com toques de bola rápidos e consistentes, chegava com mais perigo ao gol do Atlético.


Em uma das várias investidas corinthianas contra a meta rubro negra é que veio o primeiro grande gol da noite, uma defesa fabulosa de Santos, para emoldurar e pendurar na entrada da Arena.


Após a defesa milagrosa aos 19´ da segunda etapa, não demorou muito para a torcida do Atlético entrar em êxtase.


Walter, aos 31´ ganhou um presentaço oriundo de um lançamento preciso de Paulo André e abriu o placar.


E porque digo presentaço?


Vou falar do jogador da noite, aquele que ao meu modo de ver tem se tornado essencial nos jogos do Atlético e que quietinho vem roubando a cena, sem aparecer.


Pablo...


Todos estiveram muito bem, Thiago Heleno, pura raça e empenho, sem brincadeira, bola “pro mato” que o jogo é de campeonato. 


Paulo André, sempre técnico e eficiente, fazendo às vezes de libero de vez em quando, subindo e auxiliando. 


Otávio preciso.


Hernani voluntarioso e perigoso nos chutes de longe.


Léo combativo e “encrenqueiro” como um lateral deve ser.


Sidcley, esforçado, batalhador, mas ainda com falhas desnecessárias, erros primários.


Walter, fez os dois gols e só por isso nem comento.


Marcos Guilherme, correu, tentou, perdeu chances e a fome ainda atrapalha ele de vez em quando, mas fez seu papel.


Vinicius, o feijão com arroz que caiu de produção no segundo tempo.


E Pablo. O jogador que joga para o time. Tem visão de jogo, surpreende o tempo todo, está em todos os cantos do gramado, combate, divide, faz gols, toca, lança, enfim, ajuda armar as boas e mais perigosas jogadas do Furacão.

Se você acha Walter essencial, ou André Lima ou Nikão ou Otávio, comece a reparar no Atlético com e sem Pablo.

Pablo não mede esforços. Minutos antes estava na lateral combatendo insistentemente e sem dar moleza evitou uma chegada perigosa do Corinthians. Durante o jogo se colocava bem e era o elo entre Otávio e Hernani e os atacantes. 

E claro, vamos ao que interessa, o primeiro gol do Furacão.

Pablo não fez apenas um corta-luz, Pablo deu um passe de costas. Repare na jogada, Pablo não está prestando atenção em Walter, mas sabe que Walter está lá e que chegaria na bola. E ele foi preciso. Esse corta-luz, ganhou o jogo! Se fosse “fominha”, dominaria e tentaria o arremate mas, usando a inteligência, deixou para quem receberia de frente e talvez se não chutasse, deixaria o próprio Pablo na cara do gol para marcar.


Parabéns Furacão. Belo jogo que coloca o Atlético também na briga pelo título em meio a esse bolo surpreendente de times. O campeonato mais equilibrado dos últimos 15 anos.


Parabéns Pablo, você na minha opinião foi o nome do jogo, foi o melhor em campo e foi decisivo.


Em terra de Furacão, Gavião não voa.


A decepção ficou por conta do público. 
Onde estão aqueles que reclamam da falta de promoção? Com promoção de ingressos a cinquentão, em um jogo de ponta do campeonato, não passamos de 27000 torcedores e claro contando com um bom número de corinthianos que foram a Arena. Prova de que o torcedor que vai a Baixada é o mesmo de sempre e não os reclamões de plantão.


SRN

Melhores momentos




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